O Projeto Interdisciplinar se dá uma vez a cada trimestre, que é quando duas disciplinas unem-se e oferecem uma proposta de trabalho sobre um determinado tema, geralmente sugerido pelos professores, mas que podem nascer de um desejo dos estudantes.

É neste programa que os estudantes descobrem as mais diversas conexões entre diversas disciplinas e a importância de manter uma visão holística sobre os temas, possibilitando uma imersão no tema escolhido.

Ao final do projeto, os estudantes deverão entregar um trabalho de conclusão de curso, que fará parte de sua avaliação final.

A semana temática é um projeto interdisciplinar proposto pela escola com a
intenção de apresentar aos estudantes um momento desafiador, criativo e realista, dentro de temas diversos. Sua periodicidade é uma vez a cada semestre, ou seja, duas semanas temáticas por ano. Os temas são sugeridos pelos estudantes e levados para votação na assembleia do colégio.

O trabalho durante a semana temática é construído pelos estudantes, sendo os educadores os facilitadores do processo de aprendizagem.
Há também participações de profissionais da área escolhida para estudos, com possibilidades de apresentação de palestras, filmes e documentários, oficinas, etc. O encerramento da semana de estudos se dá através de uma mostra aberta ao público.

O Projeto Pessoal é um momento no qual o estudante deve sair da posição de aluno e investir nos seus sonhos, naquilo que mais lhe faz sentido na vida naquele momento. É quando os próprios estudantes decidem livremente aquilo que pretendem para si, a curto, médio ou longo prazo. A escolha do tema/assunto/objeto/projeto é absolutamente livre, para que o estudante se dedique àquilo que ele realmente deseja, quer, gosta, se interessa. Sem restrição de tema, tempo, formato ou espaço.

Cabe ao educando, escola e família buscarem o máximo de recursos possíveis para a viabilização do projeto pessoal.

É fundamental que a escolha do projeto pessoal seja bem trabalhada para que seja feita da forma mais madura e íntima possível, ligada aos seus desejos mais genuínos.

Entendemos que a virtude vem com o hábito e que para aprender é necessário praticar, dentre outros fatores determinantes para realização do Projeto é a responsabilidade do estudante consigo mesmo.

Assim como aprendemos a tocar violão apenas tocando, aprendemos a jogar futebol apenas jogando, aprendemos a escrever apenas escrevendo, precisamos aprender a escolher e tomar decisões a nosso favor e para isto precisamos praticar a escolha. É assim que desenvolvemos a nossa autonomia.

O tutor é responsável pelo acompanhamento da vida escolar do aluno em todos os âmbitos: pedagógico, social e emocional. Por meio de reuniões semanais em grupo e, quando necessário, individualmente, o tutor deve identificar necessidades e dificuldades do estudante, buscando construir com ele formas de solucionar os problemas e estratégias para alcançar seus objetivos. As soluções propostas podem contemplar os diferentes envolvidos com a vida escolar: estudante, educadores, famílias, professora de apoio da escola, psicóloga e coordenação. Além das reuniões semanais, o tutor deve garantir a comunicação com os professores para estar atualizado em relação ao processo do estudante que acompanha, além de buscar entender quais são as questões, do ponto de vista do professor, a serem trabalhadas. O tutor é também o principal interlocutor das famílias com a escola, podendo recorrer à Coordenação e psicóloga como apoio para situações que extrapolem suas funções ou nas quais não se sinta plenamente confortável ou seguro para intervir.

As Eletivas são cursos trimestrais que fazem parte do currículo do Ensino Fundamental 2. São aulas semanais, com duração de 90 minutos e que o colégio oferece para ampliar o repertório dos estudantes. São apresentadas entre oito e dez ementas fornecidas pelos proponentes dos cursos (professores da escola e pessoas de fora).

Os estudantes fazem uma votação e os cinco ou seis cursos mais votados são escolhidos. Depois disso, abrem-se as inscrições e cada estudante aponta três cursos por ordem de preferência. A escola faz um arranjo dando predileção para as primeiras opções, mas, quando não é possível, elege-se a segunda opção do estudante. As turmas são formadas por estudantes do sexto ao nono anos.

Se queremos formar estudantes que sejam protagonistas, precisamos dar a eles espaço para exercer esse protagonismo desde já. A participação democrática não se ensina por teorias, se aprende na prática.

São atividades diferentes que se alternam em duas aulas durante a semana, mas que têm os mesmos propósitos: fazer uso de práticas que convidem os estudantes a refletir, discutir, propor e efetivar ações que remetem à coletividade e transferir para os estudantes a responsabilidade da coisa pública. Para tanto, dispomos das Comissões, das Reuniões de Sala e das Assembleias.

Assim, as assembleias e reuniões de sala cumprem dois papéis ao mesmo tempo: garantem o caráter democrático da nossa escola e propiciam aos estudantes o aprendizado do exercício democrático.

Nas Reuniões de Sala são discutidos temas propostos pelos estudantes ou pelos educadores. Normalmente são temas específicos daquela turma, mas podem ser temas que dizem respeito ao convívio entre os estudantes dos diversos ciclos ou até questões referentes à relação do F1 com o F2, por exemplo. Nesses casos, essas questões são tratadas também na Assembleia.

Nessa instância, são discutidas e deliberadas propostas mais gerais, de convívio e conduta do F2 e Ensino Médio, mas também de organização curricular e concepções pedagógicas.

A maior parte das pessoas entende por currículo uma lista de conteúdos que serão desenvolvidos no ambiente escolar. Mas fazem parte do currículo, além dos temas, as maneiras de organizar o trabalho (grade curricular), as formas de trabalhar (metodologias), a organização do tempo e do espaço, e as relações entre conhecimentos em si (interdisciplinaridade) e com os sujeitos desse conhecimento (professores e estudantes).

No Colégio Viver o currículo tem algumas características fortes: é flexível para acolher os interesses dos estudantes e professores, sendo portanto passível de ser alterado de um ano para outro.
Inclui aspectos muitas vezes ignorados nas escolas tradicionais, como o trabalho interpessoal, o exercício democrático e a atividade prática.

Busca um equilíbrio entre o interesse e repertório dos estudantes e a ampliação desse repertório através da transmissão dos conhecimentos considerados essenciais e que são patrimônio da humanidade.

Compatível com essas características, o projeto é a metodologia mais praticada por estudantes do Colégio Viver, já que ela pode ser modelada de acordo com interesses, pressupõe e desenvolve a autonomia e inclui muitas vezes a prática. Além disso, quando realizada em grupos, desenvolve a verdadeira colaboração.

Outra metodologia bastante presente no Colégio Viver é a pesquisa, entendida aqui como um processo que parte de uma pergunta ou roteiro pré-estabelecido (pelo professor ou pelo estudante), não podendo portanto ser confundida com a simples exploração de um tema através da leitura de livros ou textos tirados da internet. Aliás, a pesquisa não é
necessariamente bibliográfica, pode ser de campo (através de entrevistas ou da exploração de um ambiente), como são as investigações científicas que aqui eles experimentam.

O estudo autônomo dirigido também tem seu espaço garantido em diversos momentos, como exercícios pontuais nas aulas, nos módulos de matemática, e nas trajetórias do Ensino Médio.
A aula continua sendo valorizada por estudantes e professores do Viver. Entretanto ela está longe de ser aquela situação passiva, de carteiras enfileiradas e silêncio absoluto. Está mais para um diálogo do que um monólogo.